Passagem de entrada e saída,
Atenção, diz a placa
Acesso à prostituta,
Para quem a única porta que se abriu foi a do inferno
Fechada, permite-lhe abrir a boca
“casa de família”
Sente-se liberta, publica
Dedo em riste, gesto obsceno
Grito calado que ninguém ouve e a nada choca
Nem comove quem se acostumou com sua figura mítica
Este espaço confortável para o escárnio nosso de cada dia
Aberta, abre-lhe as pernas
Depois de ter sido arrombada
Moedas lhe são oferecidas para pagar os prejuízos
Paira o desejo inconfesso de introduzi-las para concretizar o coito interrompido
Ah, anseio pelo gozo
Goza-se na sua cara
Fustigada recolhe-se para descansar,
O Zepelim parte para a Bahia
E a chuva de pedras volta a cair,
fazendo um doce som no telhado sob o qual dorme tranqüila.
Este espaço abriga textos diversos que ilustram minhas reflexões e os sentimentos vividos pela mulher que sou. Trata-se de uma tentativa de compartilhar os anseios, impressões, angustias e realizações referentes àquelas que se constituem mulheres no século XXI.
Quem sou eu
- A mensageira das violetas
- "Uma rosa vermelha não é egoista por querer ser uma rosa vermelha. Mas seria terrivelmente egoista se quisesse que as demais flores do jardim fossem tanto rosas quanto vermelhas" Oscar Wilde - A alma do homem sob o socialismo
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